Na sua tentativa de reconstruir o passado da vida, o homem têm como
seu objetivo compreender e interpretar esse passado, além de estabelecer
seu relacionamento com o presente. Para isso, os paleontólogos
utilizam fósseis como objeto de estudo, os quais permitem conhecer a
vida em outras épocas.
Fósseis, em um sentido mais amplo, são quaisquer vestígios deixados
por seres vivos. Se você colocar a sua mão em uma camada de lama e
depois retirá-la e, por um milagre ela resistir ao tempo, você também
terá um fóssil. Muitas pessoas pensam que o registro fóssil é
caracterizado apenas por ossos fossilizados, porém, não é assim.
Discussões à parte, o importante é que existem fósseis. Através destes,
podemos contemplar a beleza que havia antigamente no planeta Terra, bem
como valorizar ainda mais a beleza existente.
Confira abaixo algumas das mais incríveis espécies da pré-história:
Quetzalcoatlus
![Quetzalcoatlus[1]](http://i2.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Quetzalcoatlus1.jpg?resize=580%2C441)
Diretamente do Cretácico superior, o Quetzalcoatlus é um pterossauro
que habitava a América do Norte há cerca 84-65 milhões de anos. Foi o
maior pterossauro conhecido e tinha a maior envergadura de qualquer
animal voador conhecido. É nomeado
Quetzalcoatl devido a serpente emplumada da mitologia asteca.
O pterossauro tinha o tamanho de uma girafa, isto é, tinha uma
envergadura de 12 metros. Ele podia atravessar pradarias abocanhando
pequenos dinossauros, assim como uma ave moderna pode alvejar rãs e
sapos.
Dunkleosteus terrelli
![Dunkleosteus-terrelli[1]](http://i0.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Dunkleosteus-terrelli1.jpg?resize=580%2C468)
Há mais de 360 milhões de anos, o
Dunkleosteus terrelli era
um dos manda-chuvas dos oceanos, isto é, ele era um predador voraz.
Viveu durante o período Devoniano, mais conhecido como
Idade dos Peixes,
pela grande biodiversidade marinha que existiu nesse período. Tinha a
cabeça e o tórax coberto com placas duras parecidas com uma blindagem
que chegavam a 5 cm de espessura, embora a cauda ainda não foi
encontrada.
Plesiossauro
![Plesiossauro[1]](http://i0.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Plesiossauro1.jpg?resize=575%2C388)
Plesiossauros não são uma espécie, mas sim uma ordem de várias
espécies de répteis marinhos extintos. Dois tipos ecológicos de
plesiosauros podem ser distinguidos, o primeiro é composto por animais
de pescoço longo e cabeça pequena, enquanto o segundo continha animais
de pescoço curto e cabeça alongada. Ambas possuíam o tronco rígido e
pesado, membros que funcionavam como remos e as narinas localizadas no
alto da cabeça, imediatamente em frente aos olhos.
Eram predadores extremamente vorazes,apanhando peixes velozmente.
Archaeopteryx
![Archaeopteryx[1]](http://i0.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Archaeopteryx1.gif?resize=400%2C347)
Embora também não seja uma espécie, mas sim um gênero de aves
primitivas, as espécies do gênero Archaeopteryx são de extrema
importância para a ciência, pois ligam dinossauros à aves. Embora
possuísse penas, ela não voava. Até hoje, o mais famoso desse gênero é
o
A. lithographica.
A excelente conservação desta ave-dinossauro é um dos aspectos mais
marcantes, daí sendo possível obter muitos dados a partir de um único
fóssil, já que aves-dinossauros são relativamente raros na
paleontologia.
Entelodon
![Entelodon[1]](http://i2.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Entelodon1.jpg?resize=490%2C341)
O
Entelodon é parente dos atuais porcos e javalis, porém, é muito mais agressivo que estes. As evidências apontam que o
Entelodon era
um onívoro, isto é, se alimentava de tudo, porém, acredita-se que eram
caçadores, chegando a competir com os ancestrais dos lobos. Pesavam
cerca de 1 tonelada, o que lhes davam uma vantagem perante os demais
competidores do mundo natural.
Como muitos mamíferos do período Eoceno – apenas 30 milhões de anos
ou mais depois que os dinossauros foram extintos – o Entelodon também
tinha um cérebro muito pequeno para seu tamanho, e provavelmente não foi
o mais brilhante onívoro no bloco pré-histórico.
Megatherium americanum
![Megatherium-americanum[1]](http://i0.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Megatherium-americanum1.jpg?resize=515%2C691)
Conhecido simplesmente como
Megatério, ou
Besta gigante, é um ancestral pré-histórico do bicho-preguiça e, devido a seu tamanho, foi chamado de
Megatherium americanum (do grego,
mega=grande e
therion=besta).
Era do tamanho de um elefante de porte médio e comia folhas como tal,
em enormes quantidades. Passava o dia todo comendo folhas de árvores e
arbustos, utilizando sua língua comprida para obtê-las e manejando os
galhos com suas garras que eram grandes e fortes.
Os exemplares adultos superavam os 6 metros de altura e pesavam
várias toneladas. Os habitantes da Idade da Pedra compartilharam sua
existência com as últimas preguiças gigantes viventes. Geralmente, estes
seres faziam parte de um ecossistema conhecido como megafauna.
A megafauna era composta por animais de geralmente grande porte que
conviveram com os seres humanos e desapareceram após a última era do
gelo, que ocorreu há 12-10 mil anos atrás. Entre os principais seres da
megafauna estão os mamutes, as preguiças-gigantes, os tatus-gigantes e
outras espécies de grandes proporções.
Mamute
![Mamute[1]](http://i0.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Mamute1.jpg?resize=572%2C368)
O mamute, também ao contrário do que muitos pensam, não é uma
espécie, mas sim um gênero da família dos elefantes. Existem cerca de
15-10 espécies de mamutes catalogadas, algumas, inclusive, com perfeito
estado de conservação. Apresentavam trombas e presas de marfim
encurvadas, que podiam ter 5 metros de comprimento. Ao contrário de
seus parentes que sobreviveram, eles apresentavam pelos que cobriam o
corpo inteiramente.
Os exemplares encontrados apresentam cerca de 4-5 metros de altura e
5-4 toneladas, podendo variar conforme as diferentes espécies de
mamutes.
Nossos ancestrais utilizavam os mamutes como fonte de alimentação,
além de outros usos para seus ossos e couro. Acredita-se que o homem
teve um papel importante na extinção dos mamutes, além, é claro, das
mudanças climáticas que também tiveram papel determinante no
desaparecimento desse gênero.
Velociraptor
![Velociraptor[1]](http://i1.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Velociraptor1.jpg?resize=580%2C386)
Outro gênero de dinossauros que viveram no período Cretáceo. Eram um
gênero de dinossauros relativamente pequenos, pesando cerca de 80
quilogramas e 1,5-1 metro de altura. Embora pequeno, era leve, rápido e
com o cérebro bastante desenvolvido. Assim como seu parente de família
taxonômica, possuía garras em forma de foice no segundo dedo da pata.
Possuía dentes curvos curvos e serrilhados e, em alguns casos, penas.
Ao que indicam as evidências, eles caçavam em grupos e alimentavam-se de animais de pequeno e médio porte.
Tiranossauro rex
![Tiranossauro-rex[1]](http://i2.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Tiranossauro-rex1.jpg?resize=450%2C384)
Conhecido popularmente como “Rei dos tiranos”, o Tiranossauro rex foi
um dos maiores predadores que já habitaram o planeta Terra. Estima-se
também que suas musculosas pernas permitiam que o animal atingisse uma
velocidade superior a quarenta quilômetros por hora em uma corrida
livre. Hoje, se conhecem mais de trinta sub-espécies de tiranossauros
rex, quase todas com fósseis completos em perfeito estado, e é
exatamente essa abundância de material fóssil disponível que permitiu
que esses animais fossem profundamente estudados pela ciência para se
descobrir os principais aspectos de sua biomecânica, apesar de que sua
fisiologia e seus hábitos diários ainda são frutos de debate até hoje.
A cabeça do T-rex media cerca de 1,2m de comprimento e era
sustentada por um pescoço curto e forte. Suas mandíbulas eram tão
grandes que podiam engolir um humano inteiro. Seus dentes eram grandes e
afiados para morder sua presa. Uma vez que o T-rex mordia sua comida,
ela não tinha chance de escapar dos afiados dentes. Se um dente
quebrasse nas lutas, ele crescia de novo.
Como foi o primeiro fóssil carnívoro a ser totalmente remontado,
tornou-se uma figura extremamente famosa nos filmes e na cultura
popular. Alguns filmes como Jurassic Park colocaram os T-rex como
grandes vilões.
Nuralagus rex
![Nuralagus-rex[1]](http://i0.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Nuralagus-rex1.jpeg?resize=580%2C405)
O
Nuralagus rex era um coelho gigante que vivia há cerca de 3
milhões de anos atrás. O animal, descrito a partir de centenas de
fósseis – incluindo um crânio quase completo –, tinha mais do que o
dobro do tamanho do maior coelho encontrado atualmente na natureza. Ele
media quase 1 metro de comprimento e pesava 12 quilogramas – o dobro de
uma lebre comum.
O
Nuralagus rex tinha alguns traços pouco comuns para os
lagomorfos atuais. O esqueleto era bem mais robusto – o que poderia ser
apenas um aspecto relacionado ao seu grande tamanho. No entanto, a
coluna vertebral era bem mais rígida, o que limitava seus movimentos,
sobretudo os de extensão e flexão.
Essa característica, aliada aos membros posteriores proporcionalmente
menores quando comparados com os de lagomorfos recentes, sugere que a
nova espécie não tinha a capacidade de pular ou correr rapidamente, bem
ao contrário do que acontece com os coelhos e lebres de hoje.
Tupandactylus imperator
![Tupandactylus-imperator[1]](http://i1.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Tupandactylus-imperator1.jpg?resize=580%2C270)
Outro pterossauro que entra na lista. Possuía uma longa crista com
uma base óssea que se projetava na frente da cabeça, o que sugere que
era preenchida por alguma membrana. Essa estrutura formava cerca de 5/6
de toda a superfície lateral do crânio.
As novas descobertas apontam que um grande número de pterossauros apresentavam cristas.
Oryctodromeus cubicularis
![Oryctodromeus-cubicularis[1]](http://i2.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Oryctodromeus-cubicularis1.jpg?resize=533%2C533)
O
Oryctodromeus cubicularis é uma espécie extremamente especial no campo da paleontologia, pois é o único dinossauro cavador. Isso mesmo. O
Oryctodromeus cubicularis cavava
buracos para se proteger, alimentar-se ou fazer seus ninhos. Esse novo
dinossauro pertence ao grupo Ornithopoda, que reúne formas herbívoras. O
indivíduo adulto atingia cerca de dois metros de comprimento e a
largura de seu torso tinha em torno de 30 cm.
É possível que esses três tipos de dinossauros pertençam a um grupo
que poderia se abrigar em tocas. Obviamente, essa hipótese só poderá ser
confirmada caso novos achados desses répteis forem feitos em condições
que indiquem claramente que eles viviam nas tocas. Os parentes mais
próximos de
Oryctodromeus cubicularis, que são outras formas de ornitópodes pequenos como o
Orodromeus ou o
Zephyrosaurus – todos encontrados nos Estados Unidos – poderiam também ser cavadores.
Gryposuchus croizati
![Gryposuchus-croizati[1]](http://i1.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Gryposuchus-croizati1.jpg?resize=400%2C285)
Trata-se de uma espécie do grupo Crocodylomorpha que recebeu o nome de
Gryposuchus croizati – em
homenagem ao pesquisador italiano León Croizat (1894-1982),
especialista em biogeografia. Trata-se de um dos maiores crocodilomorfos
já encontrados, com algo em torno de 10 metros de comprimento e peso de
quase 1.750 kg.
O tamanho foi obtido por meio de estimativas baseadas no comprimento
do crânio em comparação com medidas de animais recentes. A nova espécie
se distingue de duas outras do mesmo gênero pela sua dentição, composta
de menos dentes (23 superiores e 22 inferiores), e outros traços
encontrados no crânio do animal.
Gigantopithecus blackii
![Gigantopithecus-blackii[1]](http://i0.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Gigantopithecus-blackii1.jpg?resize=400%2C300)
O
Gigantopithecus blackii foi um dos primatas que conviveram com os nossos ancestrais. A parte interessante é que o
Gigantopithecus blackii não
é um primata qualquer, mas sim um primata gigante. As evidências
apontam que esse primata vagou pela Ásia há 1 milhão de anos até 100 mil
anos atrás, quando a espécie desapareceu. Pelo tamanho do molar do
macaco (a coroa tinha cerca de 2,54 centímetros de diâmetro), os
cientistas supõe que o primata gigantesco tinha cerca de 3 metros de
altura e pesava até 544 quilos.
Sua característica mais marcante – seu tamanho superior perante os
demais primatas – já gerou algumas teorias mais extravagantes, como a de
que o animal ainda está vivo, e pode estar ligado às lendas de
Pé-Grande, Yeti, Homem das Neves, etc.
Pliossauros
![Pliossauro[1]](http://i0.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Pliossauro1.jpg?resize=580%2C326)
Os pliossauros são um grupo de répteis da subordem
Pliosauroidea, do
grupo dos plesiossauros. Eram répteis aquáticos, de pescoço curto e
cabeça grande, de hábitos carnívoros. Os seus dentes eram numerosos e
afiados.
Em 2009, um crânio de pliossauro foi encontrado por um colecionador.
Até aí, tudo bem. No entanto, calma lá! É um crânio de 2,4 metros de
comprimento, e os cientistas acreditam que poderia pertencer a um dos
maiores pliossauros já encontrados, podendo medir até 16 metros de
comprimento!
Richard Forrest, um paleontólogo e especialista de plesiossauros disse que o T-Rex era um “gatinho” em relação ao pliossauro.
“Ele era uma enorme máquina para morder, e eram grandes e fortes o
bastante para morder um carro pequeno na metade”, afirma o paleontólogo,
que também diz que o animal poderia destruir um Tiranossauro Rex em uma
mordida.
Anomalocaris
Anomalocaris – o nome significa “camarão estranho” – é
o mais antigo exemplo conhecido de um predador adaptado para caçar seu
alimento. Ele tinha garras formidáveis para agarrar, o que lhe permitiu
agarrar sua presa e colocá-la em sua boca. Faltando pernas, deve ter
nadado em águas abertas. Com 90 a 200 centímetros, era o maior animal
dos mares do período Cambriano.
Não está claro o que
Anomalocaris comia. As evidências
apontam marcas de mordida e outros ferimentos encontrados
em trilobitas do período, o que pode indicar que o
Anomalocaris alimentava-se
deles. Mas há sugestões de que sua boca era fraca demais para quebrar
suas conchas , daí surge a sugestão que ele pode ter se alimentado de
animais de corpo mole.
Microraptor
![Microraptor[1]](http://i2.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Microraptor1.jpg?resize=346%2C300)
Microraptor também não é uma espécie, mas sim, um gênero de várias
espécies. Um novo fóssil recém-descoberto de Microraptor que viveu há
cerca de 130 milhões de anos atrás, durante o início do período
Cretáceo, no que é hoje nordeste da China, mostra que algumas espécies
do gênero apresentavam quatro asas e eram bem pequenos – do tamanho de
um pombo.
O
Microraptor zhaoianus é peculiar por sua estrutura e por
sua coloração. Na estrutura, destaca-se o fato de ter quatro asas ao
invés de duas, já que as patas traseiras também eram dotadas de uma
estrutura com penas.
Titanossauros
![Titanossauros[1]](http://i2.wp.com/www.curioso.blog.br/wp-content/uploads/2013/11/Titanossauros1.jpg?resize=580%2C362)
Os titanossauros eram saurópodes – comedores de plantas com quatro
patas e longos pescoços e rabos. Seus restos mortais foram encontrados
em todo o mundo, mas evidências apontam de que eles podem ter percorrido
a Antártica.
O novo espécime foi descoberto na Ilha James Ross por uma equipe argentina. Eles identificaram como pertencendo a um
Titanossauro lithostrotian do período Cretáceo Superior – cerca de 70 milhões de anos atrás. A Antártica era, até então, rica em vida vegetal.